Por um cardápio mais claro

Ir a um restaurante aqui no Brasil, tendo restrições alimentares, pode ser um pesadelo. Coloca-se leite e farinha em molhos e nos pratos sem que as pessoas sejam claramente avisadas. Nem quem pede salada consegue escapar, já que às vezes se colocam croutons e molhos com queijo lá no meio.

Por que não temos cardápios mais claros e garçons preparados para lidar com esse tipo de problema?

Não acho que seja muito complicado colocar um aviso ao lado de cada prato. Mostrando os que podem trazer rastros de lactose e os que têm farinha, mesmo se parecer.

Isso também pode ser a deixa para que os chefs sejam mais criativos e tentem experimentar e criar novos pratos para quem tem restrições. Nós também merecemos variedade e sabor, não?

Outro problema que tenho visto recentemente é a ausência de uma área nos supermercados para produtos sem glúten, e uma falta de organização nos lugares que trazem produtos assim. Dizem que lá fora os mercados montam prateleiras com produtos do tipo.

Enfim, fica aqui o pedido de alguém que comeu glúten por acidente hoje (juro!). Um chocolate que tinha farinha estava misturado nos outros e acabei me confundindo, pra perceber depois de umas mordidas. Um pouco de organização pode ajudar quem tem a vida mais complicada na hora de comer.


Top 10 comidas para evitar

O site Askmen.com fez uma lista com dos dez principais tipo de comida para se evitar  quando é preciso ter uma dieta isenta de glúten. Achei a lista bem legal, com alguns toques interessantes. Então vou traduzir alguns:

Sopas cremosas: A base para uma boa sopa cremosa é uma mistura chamada Roux, que mistura farinha de trigo e manteiga. A dica do site é apelar para caldos e sopas que não tragam nenhum tipo de massa.

Molho de soja: Essa me surpreendeu. Segundo o site, alguns tipos de molho de soja podem trazer trigo. O recomendado é o tipo tamari. Não entendo muito bem disso, mas confiram na matéria original. E é sempre bom olhar no rótulo.

Alguns tipos de sorvete: Boa parte dos sorvetes disponíveis não trazem glúten, segundo o site. Mas aqueles sabores mais elaborados, que misturam biscoitos no meio ou coisas de tipo, podem representar uma armadilha. Se você não pode com leite (como eu!), a coisa fica mais complicada.

Molhos para salada: Seja a base de óleo ou mais cremoso, é bem provável que o glúten esteja envolvido no processo de fabricação dos molhos, diz o Askmen.com.

A matéria também não recomenda a ingestão de algumas vitaminas, alguns doces e ketchup.  Vocês podem conferir o resto por aqui.

Fotos apenas ilustrativas, tiradas do site sxc.hu.


Não dá pra ser celíaca na #Campus Party

Comi um cheesesalada com fritas hoje. Ruim não foi, viu? Mas foi por falta de opção. Pelo que eu vi, não dá para ser celíaca na Campus Party. Os motivos? Às 14h30, o local onde era possível comer “comida tradicional” (arroz, feijão e afins) fechou. Depois disso, ou se espera o jantar, ou é preciso comer coisas que não são o ideal para o meu corpo.

Fiquei brava? Sim. Poderia ter ido mais cedo ao refeitório? Sim, mas a principal “atração” do dia terminou de falar às 14h28. Só senti que poderiam haver mais opções, tanto por parte da Campus Party, quanto por parte de quem vende comida por aqui.

No geral, um celíaco já tem pouquíssimas opções de onde comer e é preciso levar coisas de casa, mas quando você vai passar o dia inteiro é difícil. Difícil carregar três refeições e uma mala com roupas e laptop. Talvez a Campus Party em si não seja o grande alvo da reclamação e sim a cultura de quem não conhece a doença, mas faltaram opções. E sobraram filas.


A Volta

Minha relação com o blog parece um pouco a com a doença. Estive na fase da negação. Bem assim: ó, bem injusto eu não poder comer tudo, então declaro que sou normal, ok?

Mas não rola, né? Vi na TV gente morrendo de alergia, sentindo a coisa estranha que eu sinto na garganta (quando eu como o que não devo) e depois tendo convulsão. Não sei se eu teria exatamente isso, mas bateu o medo.

Então vamos lá. Ser doente, mas espalhar o que é essa doença por ai. Porque tem muita gente que tem e não foi diagnosticada. E isso pode significar mortes pelo pior motivo: a ignorância pura (não aquela surgida da negação).

Primeiro passo, vou buscar um diagnóstico mais exato e explicar por aqui com o que a doença pode ser confundida. Meu diagnóstico inicial foi feito  por uma nutricionista: por um mês, ela tirou cinco tipos de alimento da minha rotina (entre eles, o glúten e a lactose). Resultado: minha vida melhorou e meus problemas respiratórios ficaram bem diminuídos.

Depois, um especialista em alimentação veio do Rio Grande do Sul para fazer outros exames comigo. Deu alergia de novo: a glúten, lactose e uva.

Mas, ainda assim, quero mais certeza. A maioria dos sites que consultei dizem que uma biópsia do intestino pode diagnosticar com certeza a doença, então é atrás disso que estou correndo atrás. Vou procurar um gastro e ver o que ele me diz para ter mais certeza. Coloco tudo por aqui.

Nova lojinha

Enquanto isso, descobri uma sorveteria que vende sorvetes de soja em São Paulo.  O sorvete de chocolate é muito bom, bem parecido com o que é feito com leite normal – mas não dá aquela sensação pesada de comer algo com leite.

Fica na rua Augusta, quase no cruzamento com a Caio Prado. O maior contra é não aceitar cartão de crédito ou débito, precisa levar dinheiro.


Leite de soja, aula de degustação e Olvebra

Fiquei anos sem postar, né? Mudei de emprego e comi perigosamente por uns dias (pizza, my boys, P-I-Z-Z-A!), mas ok. Estamos de volta, com novidades.

No domingo, experimentei leite condensado de soja (da nossa já querida marca [ironia] Olvebra). O preço não é tão ruim (R$ 3,00 ou um pouco mais), mas o gosto é extremamente péssimo. Ou algo que se possa ser mais do que isso. Tem gosto de remédio e foi uma grande decepção. Apesar disso, recomendo que comprem um para experimentar, só por descargo de consciência e tudo mais.

Entre tantos experimentos, minha nutricionista me convidou para uma aula experimental de degustação de alimentos sem vários elementos alergênicos. Vai ser sábado (dia 15 de agosto), mas custa R$ 80. Ainda não sei se vou, se tiverem o interesse de mandem um e-mail que eu tento uma vaguinha extra (amandademetrio@gmail.com).

Por fim, a nossa querida Olvebra entrou em contato comigo sobre o post de trufas com larvas (vocês podem ver o comentário da diretora de marketing no post). Entrei em contato no e-mail que ela pediu tem uns dias, mas nada de resposta. Olha, tá ai uma empresa que a imagem vai DEMORAR pra mudar comigo.

Vou tentar não desaparecer e ver se trago umas receitas boas que a nutricionista me passou.


A doença celíaca

“Vamô falá de coisa boa?” Não, hoje não, vamos falar de doenças (más e péssimas doenças!)

A doença celíaca é a (não tão famosa) alergia ao glúten. Geralmente, a doença é notada em crianças (entre o primeiro e o terceiro ano de vida), mas adultos de todas as idades podem apresentar. É, pessoal, eu descobri aos 20 anos ¬¬

Infelizmente, não existe cura e o tratamento é só um: alimentação isenta de glúten.

Mas, o que raios contém glúten? Vamos a alguns exemplos: pães, bolos, macarrão, salgados de bar, pizza, cerveja (sim, senhores, CERVEJA) e outros tantos alimentos onipresentes em nossas vidas. O glúten é, basicamente, a principal proteína presente em trigo, aveia, centeio, cevada e malte.

O celíaco pode, ou não, apresentar sintomas. Em sua versão “clássica”, a doença aparece em crianças, que passam a rejeitar produtos como papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas. A doença “não clássica” surge na vida adulta e pode ter como sintomas anemia, irritabilidade, fadiga, manchas no dente, esterilidade e coisas do tipo.

Não, não é uma doença legal, mas “tamoaê” tratando.

(As informações foram tiradas do site da Associação dos Celíacos do Brasil; vale consultar =D)


Apresentação

É super clichê/cafona, mas lá vamos nós explicar direitinho como surgiu a ideia do blog e o que deve ser feito por aqui. Meu nome é Amanda Demetrio e, além de ser jornalista, tenho inumeráveis restrições alimentares. Muitas. Descobri há pouco mais de um ano e um novo mundo se abriu. Sim. Existe um mundo sem glútem e lactose para quem não pode comer. Tudo bem, não é nada tão delicioso quanto um McFlurry de Ovomaltine, mas dá pra se virar.

A ideia é que eu coloque aqui cada nova descoberta e alguns conselhos que recebo da minha nutricionista (Dra. Rute Mercúrio, uma fofa, by the way). Vou tentar buscar alguns especialistas e buscar porque alguns corpos não trabalham com todos os tipos de comida.

Tem restrições desse tipo, se importa com o que come ou acha o assunto simplesmente bizarro? Volte por aqui que traremos novidades! Se você tem alguma dúvida ou sugestão mande para amandademetrio@gmail.com!